segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Lembranças - Professora Aldrin

Lembro pouco do meu processo de alfabetização, de como comecei a ler e escrever, mas lembro do meu encantamento por ouvir histórias, contadas pela minha vó materna, meu avô paterno e meu pai. Minha avó perdeu os movimentos das pernas quando eu tinha 6 anos, assim passou a ser mais dependente da gente, então o tempo disponível que eu tinha, ficava na casa dela (que era grudada na minha) para ajudá-la no que fosse preciso. E esse tempo era precioso, pois aí que ela contava suas histórias, às vezes de travessuras de sua infância e adolescência, outras sobre assombrações, e até sobre sua vida sofrida em Minas Gerais. Como não era de costume meus pais comprarem muitos livros, viaja nas narrações feitas por eles. Meu pai contava muitas fábulas. E meu avô histórias de caçadas no meio do mato e também de assombrações.
Havia em casa uma coleção (3 livros) de anatomia e fisiologia do corpo humano que eu adorava folear por conta das imagens que já me causavam fascínio, e também uma bíblia grande toda ilustrada.
Quando minha irmã mais velha começou a ler, meu pai comprou dois livros que vinham com uma fita cassete que a gente colocava no rádio para acompanhar, eram as histórias "Pedro e o lobo" e "Quincas e o boneco de piche", aí era só alegria, acompanhava as imagens ouvindo a narração.
Outra lembrança é das aulas do ciclo fundamental I, que sempre que voltava as aulas havia a atividade "minhas férias". Adorava escrever minhas aventuras em Minas Gerais!
Já na 5ª série, tinha aula de técnica de redação, e certa vez foi pedido que fizéssemos uma história em quadrinhos. A minha ficou ótima! Tinha um pouco das aventuras dos desenhos do Tio Patinhas, com fantasmas, tesouros, vilões, onde eu e meu primo éramos os protagonistas. Por acaso, encontrei essa histórias esses dias em caderninho de capa dura amarelo, o caderno da aula de técnica de redação.
Além disso, tem os gibis, a coleção vaga-lume, (que líamos para as provas de Língua Portuguesa), e os livros do Paulo Coelho, que li na minha adolescência toda.
Sou viciada em gibis da Turma da Mônica até hoje! Minhas irmãs até se irritam quando estou lendo e dizem: "_ Como pode uma mulher desse tamanho rir tanto lendo gibi da Turma da Mônica?"

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